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Vila Velha vai ganhar estação móvel para monitorar a qualidade do ar

19 de dezembro de 2025

Nova estação será instalado no Ifes, em Soteco, e vai ampliar o controle da poluição no município

Vila Velha vai ganhar uma estação móvel de monitoramento da qualidade do ar, que será instalada no Campus do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), no bairro Soteco. O nova estação vai ampliar a cobertura do monitoramento ambiental no município por meio da retomada do monitoramento na região do centro de Vila Velha.

A informação foi apresentada durante reunião da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, que debateu a situação do monitoramento do ar na região metropolitana.
Atualmente, Vila Velha conta apenas com a estação do Ibes em funcionamento, após a desativação, em 2021, da estação localizada no Centro da cidade, próxima ao Colégio Marista, por causa de vandalismo, furtos e invasões.

De acordo com o coordenador de Qualidade do Ar e Áreas Contaminadas do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Vinícius Rocha Silva, estudos técnicos e simulações de dispersão atmosférica apontaram o Ifes de Vila Velha como o local mais adequado para receber a nova estação.

“A estação móvel, instalada em um contêiner adaptado, vai permitir o monitoramento do centro de Vila Velha e de bairros como Glória, Santo Inês e Soteco, além de alcançar parte da região do Ibes, sem sobreposição com a estação já existente”, explicou.

Segundo Vinícius, além do monitoramento ambiental, a instalação da estação no Ifes permitirá parcerias para ações de educação ambiental e pesquisa científica. O processo de licitação está em fase de pregão, incluindo a fabricação do equipamento e a preparação do terreno, com expectativa de início de funcionamento no começo do próximo ano.

Durante a reunião, o deputado estadual Fabrício Gandini (PSD), presidente da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente, destacou que a instalação da estação móvel é resultado direto do trabalho de fiscalização, cobrança e acompanhamento feito pela comissão ao longo dos últimos anos.

“O Centro de Vila Velha ficou muito tempo sem monitoramento, e isso sempre foi motivo de cobrança nossa. A estação móvel é uma resposta concreta à população e mostra que a fiscalização funciona quando é feita com seriedade e compromisso com a saúde das pessoas”, afirmou Gandini.

Atualmente, o Espírito Santo opera oito estações de monitoramento automático da qualidade do ar em operação, localizadas em Laranjeiras, Jardim Camburi, Enseada do Suá (três pontos), Carapina, Cidade Continental, Vitória-Centro (Ministério da Fazenda), Vila Capixaba (Ceasa) e Ibes, em Vila Velha.

Para Gandini, ampliar e modernizar a rede de monitoramento é fundamental para garantir transparência e proteção à população. “Monitorar a qualidade do ar é cuidar da saúde pública. Nosso papel é fiscalizar, cobrar e garantir que o cidadão tenha acesso a dados confiáveis sobre o ar que respira”, concluiu.