Propostas buscam proteger alunos e evitar novas tragédias. Medidas tecnológicas entram no debate da prevenção
O recente ataque ocorrido em uma escola de Vitória reacendeu o debate sobre segurança no ambiente escolar na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). Durante reunião da Comissão de Educação, o deputado estadual Fabrício Gandini (Pode) defendeu a adoção de medidas mais rigorosas, como sistemas de identificação facial e detectores de metais nas unidades de ensino.
A discussão ganhou força na segunda (23), após o caso registrado no dia 19 de março, quando um estudante de 13 anos esfaqueou um colega dentro da EMEF Adevalni S. Ferreira de Azevedo, em Jardim Camburi, em Vitória. A vítima foi socorrida e sobreviveu.
Gandini esteve na escola após o ocorrido e relatou a gravidade da situação. Segundo ele, o ataque foi aleatório e poderia ter sido evitado com mecanismos de controle de acesso.
“Ele entrou com uma faca na escola, foi ao banheiro, colocou um capuz e voltou para a sala. A pergunta que fica é: isso não poderia ser evitado?”, questionou.
O parlamentar rebateu críticas de que medidas como detectores de metais poderiam transformar o ambiente escolar em um espaço repressivo.
“Alguém se sente em um ambiente carcerário ao entrar na Assembleia, em um banco ou no Tribunal de Justiça? O detector de metal, sozinho, não resolve tudo, mas nesse caso resolveria”, afirmou.
Gandini alertou ainda para a possibilidade de situações mais graves. “E se ele estivesse com uma arma de fogo? Poderíamos estar falando de uma tragédia ainda maior”, disse.
Além das tecnologias de segurança, o deputado defendeu um conjunto de ações integradas, incluindo acompanhamento psicológico, monitoramento de comportamento dos alunos, protocolos de resposta e criação de canais de denúncia.
“A gente precisa dar uma resposta à sociedade e não esperar o próximo ocorrido. Estamos falando do que temos de mais precioso, que são os nossos filhos”, destacou.
O parlamentar também lembrou que o debate sobre violência nas escolas costuma avançar apenas após episódios graves, como o ataque em Aracruz, em 2022, e agora em Jardim Camburi. Para ele, é necessário transformar a comoção em ação concreta e preventiva.



